Medida cautelar foi publicada nesta quinta-feira (27); empresa afirma ter entrado com recurso
Por: Mari Barbosa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda do creme dental Colgate Clean Mint em todo o território nacional. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (27), foi tomada após a agência receber um “número significativo de relatos de eventos adversos” associados ao uso do produto.
De acordo com a Anvisa, os consumidores relataram reações graves, incluindo:
- Lesões bucais
- Sensação de queimação/ardência
- Inflamação da gengiva
- Edema labial (inchaço nos lábios)
Os sintomas, segundo a agência, impactaram significativamente a qualidade de vida dos usuários e, em alguns casos, resultaram em custos médicos devido à necessidade de tratamento.

O que diz a Colgate?
Em nota, a empresa afirmou:
“A Colgate reforça seu compromisso com a qualidade e segurança de seus produtos. Estamos cientes da decisão da Anvisa, que se trata de uma interdição cautelar e não implica no recolhimento do produto. A companião entrou com recurso, que resultou na suspensão automática dessa interdição na quinta-feira (27)”
A empresa ainda destacou que o produto não oferece riscos à saúde, mas reconheceu que algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a certos ingredientes, como fluoreto de estanho, corantes ou sabores.
Relatos de consumidores nas redes sociais
Nas últimas semanas, consumidores começaram a relatar problemas após o uso do Colgate Clean Mint. Entre as queixas mais comuns estão:
- Aftas dolorosas
- Dificuldade para escovar os dentes
- Ardência intensa na boca
- Feridas e machucados na língua, lábios e gengivas
Muitos usuários compartilharam suas experiências em redes sociais, alertando outros consumidores sobre os possíveis efeitos colaterais.
O que é uma interdição cautelar?
A Anvisa explicou que as interdições cautelares são aplicadas quando há indícios de alteração ou adulteração no produto. A medida, com base na Lei 6.437/1977, tem vigência de 90 dias a partir da publicação no Diário Oficial.
O objetivo é evitar a exposição dos consumidores a produtos que possam representar riscos à saúde. Durante esse período, a Anvisa pode determinar:
- Apreensão do produto
- Recolhimento das prateleiras
- Suspensão da comercialização
- Proibição de fabricação, importação e propaganda
Procon notifica a Colgate
Após a decisão da Anvisa, o Procon-SP notificou a Colgate para que a empresa esclareça as medidas que está adotando em relação à suspensão do produto. O órgão pediu que a empresa:
- Explique como os consumidores podem identificar os produtos interditados
- Forneça imagens detalhadas da embalagem
- Envie uma unidade do produto para análise
A Colgate tem 24 horas para responder à notificação.
Onde encontrar informações oficiais?
No site oficial da Colgate, a versão “Clean Mint” não aparece mais entre os cremes dentais listados. A empresa orienta que os consumidores com dúvidas entrem em contato com o SAC ou consultem um dentista em caso de reações adversas.
A Anvisa também disponibiliza um canal para reclamações em seu portal, onde os usuários podem relatar problemas com produtos regulados pela agência.
O que fazer se você usou o produto e teve reações?
Se você utilizou o Colgate Clean Mint e apresentou algum dos sintomas descritos, as recomendações são:
- Interrompa o uso imediatamente.
- Lave a boca com água em abundância.
- Procure um dentista se os sintomas persistirem.
- Registre uma reclamação no site da Anvisa.
Próximos passos
Enquanto a Colgate recorre da decisão, a Anvisa continuará avaliando os relatos para determinar se a proibição será mantida ou revogada. O Procon também acompanha o caso e pode tomar novas medidas dependendo das respostas da empresa.
Consumidores devem ficar atentos a novas atualizações sobre o status do produto no mercado.
Enquanto a Anvisa mantém a proibição do Colgate Clean Mint e a Colgate insiste na segurança do produto, consumidores enfrentam dúvidas sobre saúde bucal e direitos. Este caso ressalta a importância da vigilância sanitária ativa e do direito à informação. Para atualizações, acesse o portal da Anvisa ou consulte o Procon de seu estado.
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