DANIEL ALVES É ABSOLVIDO: Tribunal da Catalunha anula condenação por insuficiência de provas em caso de agressão sexual

DANIEL ALVES É ABSOLVIDO: Tribunal da Catalunha anula condenação por insuficiência de provas em caso de agressão sexual

Decisão unânime de juízes considera relato da acusadora inconsistente; ex-jogador está totalmente livre após 14 meses de prisão preventiva e pagamento de fiança milionária

Por: Mari Barbosa

Em uma reviravolta dramática no caso que chocou o mundo do futebol, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha absolveu Daniel Alves da acusação de agressão sexual nesta sexta-feira. A decisão unânime – tomada por três juízas e um juiz – considerou insuficientes as provas apresentadas contra o ex-jogador da seleção brasileira.

O VEREDITO QUE MUDOU TUDO: Os detalhes da absolvição

A corte catalã não apenas rejeitou os recursos da promotoria que pediam aumento da pena para 9 ou 12 anos, como determinou:

✔️ Absolvição completa de Daniel Alves
✔️ Revogação imediata de todas as medidas cautelares
✔️ Anulação da condenação anterior de 4 anos e meio
✔️ Isenção das custas processuais para o acusado

“O tribunal constatou graves inconsistências no relato da denunciante, especialmente em partes que poderiam ser verificadas por imagens”, declarou a porta-voz do tribunal.

14 MESES DE PRISÃO: A jornada do ex-jogador até a absolvição

Linha do tempo do caso:

  • 31/12/2022: Ocorre o incidente na boate Sutton, em Barcelona
  • 20/01/2023: Alves é preso preventivamente
  • 25/03/2024: Sai da prisão após pagar fiança de €1 milhão (R$ 5,4 milhões)
  • 22/02/2024: Condenação inicial a 4 anos e meio
  • HOJE: Absolvição total pelo tribunal superior

“Sempre mantive minha inocência. Agradeço aos que acreditaram em mim”, declarou Alves através de seus advogados.

DANIEL ALVES É ABSOLVIDO: Tribunal da Catalunha anula condenação por insuficiência de provas em caso de agressão sexual
Daniel Alves havia sido condenado em fevereiro do ano passado

A DECISÃO TÉCNICA: Por que o tribunal absolveu?

A sentença de 48 páginas destacou três pontos cruciais:

  1. Inconsistências no depoimento: Partes do relato contradiziam imagens de segurança
  2. Falta de provas físicas conclusivas: Não havia evidências irrefutáveis do crime
  3. Presunção de inocência: Princípio fundamental prevaleceu sobre acusações

“Quando o relato não resiste à confrontação com provas objetivas, a dúvida sempre beneficia o réu”, explicou a juíza Àngels Vivas Larruy.

REAÇÕES AO JULGAMENTO: Divisão de opiniões

Enquanto a defesa comemora, o caso segue polarizando opiniões:

A FAVOR DA DECISÃO

  • Advogados de Alves: “Justiça foi feita após análise técnica rigorosa”
  • Colegas jogadores: “A presunção da inocência prevaleceu”

CONTRA A DECISÃO

Promotoria de Barcelona: “Analisaremos possibilidade de novos recursos”

PRÓXIMOS PASSOS: O que esperar agora?

Com a absolvição, Daniel Alves:

➡️ Tem seu passaporte devolvido e pode viajar livremente
➡️ Recupera o direito à imagem e pode retomar carreira
➡️ Não precisa mais se apresentar à Justiça espanhola

“Este caso mostra como o sistema judicial funciona em camadas. Uma condenação em primeira instância não é o fim do processo”, analisou o jurista Carlos Sánchez Almeida.

O IMPACTO NO MUNDO DO FUTEBOL: E agora, carreira?

Especialistas debatem:

  • Clubes podem se interessar pelo lateral direito
  • Marcas precisam avaliar risco de patrocínios
  • Torcedores divididos nas redes sociais

“Alves foi um dos melhores da história, mas o estigma permanece”, opina o comentarista esportivo André Rizek.

ENTENDA O CASO COMPLETO

O que alegava a acusação?
Uma jovem de 23 anos dizia ter sido violentada no banheiro da boate Sutton em Barcelona.

Qual era a defesa?
Alves sempre afirmou que o encontro foi consensual, mudando versões inicialmente.

Por que a primeira condenação?
O tribunal inicial considerou “violência e falta de consentimento” baseado no relato.

O que mudou na apelação?
Novas análises técnicas e contradições no caso original.

O FUTURO DE DANIEL ALVES

Aos 40 anos, o ex-jogador tem pela frente:

  1. Reconstrução da imagem pública
  2. Possível retorno ao futebol
  3. Batalhas judiciais por danos morais

“Esta absolvição não apaga 14 meses de prisão, mas devolve minha liberdade”, disse Alves a amigos próximos.

Um caso que reacende debates sobre Justiça e presunção de inocência

A absolvição de Daniel Alves pelo Tribunal da Catalunha encerra um capítulo judicial turbulento, mas deixa questões em aberto sobre justiça, credibilidade de vítimas e o peso da presunção de inocência. A decisão, baseada na insuficiência de provas e em contradições no relato da acusadora, reforça um princípio fundamental do Direito: a dúvida sempre beneficia o réu.

Para Alves, a sentença significa a recuperação da liberdade e dos direitos, mas não apaga os 14 meses de prisão preventiva ou os impactos em sua carreira e imagem. Para a sociedade, o caso serve como reflexão sobre a complexidade de crimes sexuais, onde muitas vezes não há testemunhas ou provas físicas conclusivas, e a palavra da vítima enfrenta escrutínio rigoroso.

Enquanto a defesa celebra a vitória jurídica, grupos de direitos das mulheres alertam para o risco de decisões como essa desencorajarem denúncias. Já o mundo do futebol se pergunta: haverá espaço para o ex-jogador após esse episódio?

Uma coisa é certa: o debate sobre justiça, mídia e reputação permanece mais vivo do que nunca. E, independentemente das opiniões divididas, o sistema judiciário espanhol demonstrou que condenações não são definitivas até esgotarem todos os recursos. Agora, resta a Daniel Alves reconstruir sua vida – e à sociedade, aprender com as lições deixadas por esse caso emblemático.

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